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Fundamentação pedagógica da atividade

 Os conflitos em contexto escolar. A intervenção para a resolução de conflitos ao nível da escola e da comunidade

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Os Ambientes Pessoais de Aprendizagem (PLE) como recursos de aprendizagem para o professor

SILVA, Siony, (2012) “Os Ambientes Pessoais de Aprendizagem (PLE) como recursos de aprendizagem para o professor”. Revista GEINTEC, Gestão, Inovação e Tecnologias. Disponível em http://www.revistageintec.net/portal/index.php/revista/article/view/27/88.

O autor começa por caracterizar a sociedade atual. Neste artigo está patente a ideia de evolução, não só do ser humano como do software. Esta evolução tem repercussões nos Ambientes pessoais de aprendizagem, os quais também estão em constante evolução. O artigo explora diferentes conceitos de Ambientes pessoais de aprendizagem, como sendo um conjunto de ferramentas, serviços, pessoas, recursos, atitudes e valores. Essas abordagens procuram promover a autonomia e estimular a diversidade, a interação e a cooperação entre os vários intervenientes. No artigo também é focada a constante renovação dos conhecimentos tendo em vista a revolução tecnológica e as inovações surgidas nos últimos anos, o que conduziu a novos modos de ensinar e aprender, bem como a novas maneiras de se relacionar em busca de novos conhecimentos / saberes. O artigo é interessante, na medida em que apresenta os Ambientes pessoais de aprendizagem, a partir de uma perspectiva construtivista, perspectiva essa que envolve a interação das redes sociais e meios de comunicação social com as teorias pedagógicas da aprendizagem no dia a dia.

O artigo realça o novo papel / paradigma do professor nos Ambientes pessoais de aprendizagem, posicionando-o como um “aprendente” ativo e dinâmico, face às novas tendências e ferramentas que se utilizam no processo ensino aprendizagem, consequentemente alteram – se os desafios colocados aos professores, pois deverão adaptar-se a novas solicitações, novas ferramentas e novas funções, que até então não lhe estavam reservadas. Nesse sentido, segundo o autor, os professores deverão manter – se atualizados em relação à sua área de formação, aos recursos tecnológicos, para serem protagonistas do seu desenvolvimento profissional e pessoal. A utilização dos Ambientes pessoais de aprendizagem por parte dos professores obriga a uma colaboração entre eles, de modo a que se estimule o conhecimento, ou seja, a interação contínua potencia novos conhecimentos. Podemos afirmar que a criação de conhecimento depende da contribuição individual e da interação que ocorre dentro do grupo “professores” por meio da comunicação dinâmica – reflexão, diálogos e debates – e assim, o conhecimento deixa de ser individual e passa a ser coletivo.

O artigo descreve de forma bastante esclarecedora o conceito de ambientes pessoais de aprendizagem. É afirmado que os Ambientes pessoais de aprendizagem e a web 2.0 se apoiam nos mesmos valores: a emergência das redes sociais e comunidades (aprender em comunidade); enfase na criação, interação e não apenas no consumo; descentralização do conteúdo e do controle.

Nos Ambientes pessoais de aprendizagem, o professor não é o detentor do conhecimento, mas sim aquele que potencia os meios e que surge como um facilitador do processo de ensino aprendizagem.

Em conclusão, a instituição escola precisa de promover o trabalho colaborativo, mas para isso é necessário que os professores passem a ter uma cultura da diversidade, da autonomia, da colaboração, e deixem de ter uma cultura de homogeneidade, da subordinação e do isolamento. Este modelo de trabalho, com fins e interesses comuns, implica momentos de partilha de experiências e entreajuda entre professores, o que lhe permite refletir acerca da experiência de cada um e a experiência de todos sobre os diferentes modos de ensino – aprendizagem, sobre aquilo que os outros pensam e fazem, e ainda sobre as opiniões e interpretações de conceitos.

Bibliografia Anotada 2

ConnectLearning – an answer for the new challenges?
Artigo: ConnectLearning – an answer for the new challenges?

Autores:

Anne Steinert Fachhochschule für Oekonomie und Management FOM, Germany
Ulf-Daniel Ehlers University Duisburg-Essen, Germany
http://www.elearningeuropa.info/en/article/ConnectLearning-%E2%80%93-an-answer-for-the-new-challenges%3F
Acedido: 18 de novembro de 2012
Referência Bibliográfica:
Ulf-Daniel Ehlers, & Anne Steinert, (2010). ConnectLearning – an answer for the new challenges?, nº 18, ISSN 1887-1542, disponível em: http://www.elearningeuropa.info/en/article/ConnectLearning-%E2%80%93-an-answer-for-the-new-challenges%3F. Acedido em 18 de novembro de 2012

Descrição
Não há dúvida que os ambientes de aprendizagem estão a mudar devido às tecnologias. No entanto é de questionar se existe uma nova forma de aprendizagem a emergir. Este artigo tenta analisar até que ponto as mudanças sociais têm estimulado o surgimento de uma nova forma de aprender ou se as teorias existentes ainda se aplicam / enquadram nas realidades dos ambientes de aprendizagem atuais.
No artigo é referido que não há “New Millennium learners”, já que os jovens não aprendem de um modo diferente; eles limitam-se a incluir ferramentas e métodos modernos na sua vida quotidiana para terem acesso à informação para conviver e por sua vez para aprender. A mudança não está nos jovens, mas talvez na educação / nos ambientes de aprendizagem.
De seguida é abordada a metodologia do e-learning como sendo a resposta aos desafios e exigências da nova aprendizagem, já que as potencialidades da Web 2.0 potenciam a comunicação, a colaboração e a interação entre pares.
A seguir, os autores dão uma ênfase especial à natureza dos ambientes de aprendizagem, nomeadamente em rede “ConnectLearning”, e que se baseia nas abordagens Conectivista e Construtivista. Segundo o Conectivismo a aprendizagem ocorre quando um aluno se liga a uma comunidade e partilha informações relevantes em grupo. Nesse sentido, as conexões podem ser vistas como a chave para a aprendizagem em rede, uma vez que é através das conexões que o conhecimento é construído e que o processo de aprendizagem ocorre. Assim, a abordagem conectivista ajuda a aprender a fundo os desenvolvimentos que exigem a inovação educacional através da aplicação de situações de aprendizagem mais ativas e construtivas e que requerem interação social. O conectivismo contribui para uma aprendizagem social e comunicativa dando relevância à aprendizagem em rede. Também é apresentada a abordagem construtivista, a qual resulta basicamente de quatro abordagens – de JeanPiaget, Lew S. Vigotsky, John Dewey e JeromeS. Bruner – que realçam a aprendizagem como sendo um processo construtivo. Logo aprender é um processo ativo, construtivo, emocional, auto-guiado, social e situacional.
Em conclusão, neste artigo os autores referem que é nas mudanças conceptuais e tecnológicas que é especialmente importante consolidar conceitos e validar a sua natureza inovadora. Salientaram ainda que a pretensão ou antes a relevância, de novos conceitos educacionais pode ser satisfeita através do conceito consolidado da aprendizagem em rede.

Avaliação
Apesar de ser um artigo ligeiramente longo, optei por escolhê-lo atendendo ao facto de abordar aspetos relevantes para a temática que estamos a tratar nesta unidade letiva. O título despertou-me logo alguma curiosidade, a começar pela palavra ConnectLearning.
Em jeito de conclusão gostaria de deixar a seguinte questão, Será que esta nova forma de aprendizagem – ConnectLearning – é a resposta aos novos desafios da sociedade atual?