Category: Processos Pedagógicos em E-learning

Fundamentação pedagógica da atividade

 Os conflitos em contexto escolar. A intervenção para a resolução de conflitos ao nível da escola e da comunidade

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O Meu PLE

Tenho a finalidade de criar o meu próprio espaço (ambiente), onde possa desenvolver a minha própria aprendizagem. Como criar esse ambiente? O meu ambiente pessoal de aprendizagem, não é uma ferramenta, nem uma aplicação que se possa instalar no meu computador, mas um espaço (ambiente) criado a partir dos locais que visito na internet, para comunica, trabalhar, colaborar, socializar e aprender. Fiz uma sistematização, do que faço no meu dia a dia, principalmente depois que iniciei o Mpel e o qual passo a apresentar o meu ambiente pessoal de aprendizagem. Criei os seguintes grupos:
Comunicação – neste conjunto destaco as seguintes ferramentas: Skype, MSN, Facebook e Gmail;
Organização – Neste grupo procuro organizar as tarefas do Mpel, as sessões de estudo, as horas de trabalho, os momentos pessoais e procuro manter-me informado dos progressos dos meus colegas mepelianos (através dos seus blogues);
Publicação / Partilha / Agregação – Para publicar documentos e artefactos utilizo o blogue em contexto académico; Igualmente em contexto académico utilizo diversas ferramentas de partilha; armazeno toda informação (online) para poder ter acesso à mesma em qualquer momento;
Colaboração – Em relação a este grupo, uso ferramentas que permitem participar e colaborar em atividades com os colegas;
Criação – Este grupo de ferramentas serve para produzir objetos ou artefactos para o Mpel;
Pesquisa – habitualmente uso os motores de busca : Explorer, opera, Google, como complemento quase sempre recorro às potencialidades da b-on, google books, google scholar e scribd.
Depois de ter esquematizado o meu PLE constatei que todas as ferramentas que utilizo na minha prática diária estão interligadas entre si.
Em suma num PLE tudo está conectado, isto é, pesquiso, crio, comunico, partilho, publico e aprendo. Sou de opinião, para terminar, que o meu PLE estará em constante mutação, já que vai sendo construído ao longo do tempo e à medida que forem surgindo novas aplicações e ferramentas, é possível que estas passem a integrar o meu PLE aquando da sua utilização, assim como algumas das ferramentas que atualmente uso poderão deixar de fazer parte do PLE, no momento que forem substituídas por “novas” ferramentas e suas potencialidades.
Bibliografia:
Mota, José (2009). Personal Learning Environments: Contributos para uma discussão do conceito. In Educação, Formação & Tecnologias, vol.2 (2); pp. 5-21, Novembro de 2009. http://eft.educom.pt/index.php/eft/article/view/105/66.

O meu PLE

http://www.mindmeister.com/maps/public_map_shell/240336772/sales-process

Os Ambientes Pessoais de Aprendizagem (PLE) como recursos de aprendizagem para o professor

SILVA, Siony, (2012) “Os Ambientes Pessoais de Aprendizagem (PLE) como recursos de aprendizagem para o professor”. Revista GEINTEC, Gestão, Inovação e Tecnologias. Disponível em http://www.revistageintec.net/portal/index.php/revista/article/view/27/88.

O autor começa por caracterizar a sociedade atual. Neste artigo está patente a ideia de evolução, não só do ser humano como do software. Esta evolução tem repercussões nos Ambientes pessoais de aprendizagem, os quais também estão em constante evolução. O artigo explora diferentes conceitos de Ambientes pessoais de aprendizagem, como sendo um conjunto de ferramentas, serviços, pessoas, recursos, atitudes e valores. Essas abordagens procuram promover a autonomia e estimular a diversidade, a interação e a cooperação entre os vários intervenientes. No artigo também é focada a constante renovação dos conhecimentos tendo em vista a revolução tecnológica e as inovações surgidas nos últimos anos, o que conduziu a novos modos de ensinar e aprender, bem como a novas maneiras de se relacionar em busca de novos conhecimentos / saberes. O artigo é interessante, na medida em que apresenta os Ambientes pessoais de aprendizagem, a partir de uma perspectiva construtivista, perspectiva essa que envolve a interação das redes sociais e meios de comunicação social com as teorias pedagógicas da aprendizagem no dia a dia.

O artigo realça o novo papel / paradigma do professor nos Ambientes pessoais de aprendizagem, posicionando-o como um “aprendente” ativo e dinâmico, face às novas tendências e ferramentas que se utilizam no processo ensino aprendizagem, consequentemente alteram – se os desafios colocados aos professores, pois deverão adaptar-se a novas solicitações, novas ferramentas e novas funções, que até então não lhe estavam reservadas. Nesse sentido, segundo o autor, os professores deverão manter – se atualizados em relação à sua área de formação, aos recursos tecnológicos, para serem protagonistas do seu desenvolvimento profissional e pessoal. A utilização dos Ambientes pessoais de aprendizagem por parte dos professores obriga a uma colaboração entre eles, de modo a que se estimule o conhecimento, ou seja, a interação contínua potencia novos conhecimentos. Podemos afirmar que a criação de conhecimento depende da contribuição individual e da interação que ocorre dentro do grupo “professores” por meio da comunicação dinâmica – reflexão, diálogos e debates – e assim, o conhecimento deixa de ser individual e passa a ser coletivo.

O artigo descreve de forma bastante esclarecedora o conceito de ambientes pessoais de aprendizagem. É afirmado que os Ambientes pessoais de aprendizagem e a web 2.0 se apoiam nos mesmos valores: a emergência das redes sociais e comunidades (aprender em comunidade); enfase na criação, interação e não apenas no consumo; descentralização do conteúdo e do controle.

Nos Ambientes pessoais de aprendizagem, o professor não é o detentor do conhecimento, mas sim aquele que potencia os meios e que surge como um facilitador do processo de ensino aprendizagem.

Em conclusão, a instituição escola precisa de promover o trabalho colaborativo, mas para isso é necessário que os professores passem a ter uma cultura da diversidade, da autonomia, da colaboração, e deixem de ter uma cultura de homogeneidade, da subordinação e do isolamento. Este modelo de trabalho, com fins e interesses comuns, implica momentos de partilha de experiências e entreajuda entre professores, o que lhe permite refletir acerca da experiência de cada um e a experiência de todos sobre os diferentes modos de ensino – aprendizagem, sobre aquilo que os outros pensam e fazem, e ainda sobre as opiniões e interpretações de conceitos.

Bibliografia Anotada 2

ConnectLearning – an answer for the new challenges?
Artigo: ConnectLearning – an answer for the new challenges?

Autores:

Anne Steinert Fachhochschule für Oekonomie und Management FOM, Germany
Ulf-Daniel Ehlers University Duisburg-Essen, Germany
http://www.elearningeuropa.info/en/article/ConnectLearning-%E2%80%93-an-answer-for-the-new-challenges%3F
Acedido: 18 de novembro de 2012
Referência Bibliográfica:
Ulf-Daniel Ehlers, & Anne Steinert, (2010). ConnectLearning – an answer for the new challenges?, nº 18, ISSN 1887-1542, disponível em: http://www.elearningeuropa.info/en/article/ConnectLearning-%E2%80%93-an-answer-for-the-new-challenges%3F. Acedido em 18 de novembro de 2012

Descrição
Não há dúvida que os ambientes de aprendizagem estão a mudar devido às tecnologias. No entanto é de questionar se existe uma nova forma de aprendizagem a emergir. Este artigo tenta analisar até que ponto as mudanças sociais têm estimulado o surgimento de uma nova forma de aprender ou se as teorias existentes ainda se aplicam / enquadram nas realidades dos ambientes de aprendizagem atuais.
No artigo é referido que não há “New Millennium learners”, já que os jovens não aprendem de um modo diferente; eles limitam-se a incluir ferramentas e métodos modernos na sua vida quotidiana para terem acesso à informação para conviver e por sua vez para aprender. A mudança não está nos jovens, mas talvez na educação / nos ambientes de aprendizagem.
De seguida é abordada a metodologia do e-learning como sendo a resposta aos desafios e exigências da nova aprendizagem, já que as potencialidades da Web 2.0 potenciam a comunicação, a colaboração e a interação entre pares.
A seguir, os autores dão uma ênfase especial à natureza dos ambientes de aprendizagem, nomeadamente em rede “ConnectLearning”, e que se baseia nas abordagens Conectivista e Construtivista. Segundo o Conectivismo a aprendizagem ocorre quando um aluno se liga a uma comunidade e partilha informações relevantes em grupo. Nesse sentido, as conexões podem ser vistas como a chave para a aprendizagem em rede, uma vez que é através das conexões que o conhecimento é construído e que o processo de aprendizagem ocorre. Assim, a abordagem conectivista ajuda a aprender a fundo os desenvolvimentos que exigem a inovação educacional através da aplicação de situações de aprendizagem mais ativas e construtivas e que requerem interação social. O conectivismo contribui para uma aprendizagem social e comunicativa dando relevância à aprendizagem em rede. Também é apresentada a abordagem construtivista, a qual resulta basicamente de quatro abordagens – de JeanPiaget, Lew S. Vigotsky, John Dewey e JeromeS. Bruner – que realçam a aprendizagem como sendo um processo construtivo. Logo aprender é um processo ativo, construtivo, emocional, auto-guiado, social e situacional.
Em conclusão, neste artigo os autores referem que é nas mudanças conceptuais e tecnológicas que é especialmente importante consolidar conceitos e validar a sua natureza inovadora. Salientaram ainda que a pretensão ou antes a relevância, de novos conceitos educacionais pode ser satisfeita através do conceito consolidado da aprendizagem em rede.

Avaliação
Apesar de ser um artigo ligeiramente longo, optei por escolhê-lo atendendo ao facto de abordar aspetos relevantes para a temática que estamos a tratar nesta unidade letiva. O título despertou-me logo alguma curiosidade, a começar pela palavra ConnectLearning.
Em jeito de conclusão gostaria de deixar a seguinte questão, Será que esta nova forma de aprendizagem – ConnectLearning – é a resposta aos novos desafios da sociedade atual?

Bibliografia Anotada 1

O Futuro dos Ambientes de Aprendizagem


Video: O Futuro dos Ambientes de Aprendizagem. Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=vaJxopvUY88 [acedido em novembro de 2012].

Descrição:
A tecnologia mais concretamente os “gadgests” tecnológicos estão cada vez mais presentes no nosso dia a dia, nomeadamente nas universidades e escolas onde os alunos usam este tipo de equipamentos não só para socializar (Twintter, blogger, fkickr e youtube) como também para aprender. Assim, hoje em dia são os alunos e não o professor, que estão no centro da construção do conhecimento e criação dos conteúdos. O papel ativo que o professor desempenhava até então, passa a ser desempenhado pelos alunos, que aprender pela descoberta, sendo o professor o orientador / moderador da situação de aprendizagem. O autor salienta que os ambientes de aprendizagem deixam de estar confinados ao espaço de sala de aula para passarem a ser espaços informais de aprendizagem – bibliotecas, cafés, etc. – onde a aprendizagem se faz da colaboração, da descoberta e da discussão / do debate. O facto de as tecnologias estarem presentes em todos os lugares e ao alcance de todos, permitem aos estudantes o acesso às ferramentas de ponta que tanto almejam para poderem construir o conhecimento. Logo, os espaços informais que outrora eram espaços de reflexão silenciosa, passam a ser locais de criatividade, de colaboração e de conexão que permitem o acesso a ambientes virtuais onde não só a concretização de sonhos mas também a implementação de experiências científicas.
A informação / conhecimento já não está apenas num único local, está acessível em toda a parte.

Avaliação:
Definição clara e objetiva dos papeis do professor e do aluno nos ambientes de e-learning, ou seja, nesta perspetiva os ambientes de aprendizagem possibilitam que o aluno não tenha única e exclusivamente o papel passivo do consumidor de recursos / conteúdos, mas também o papel de criador, onde pode criar de acordo com os seus interesses e da comunidade.
Na minha opinião, este vídeo dá uma perspetiva global da revolução operada pelas novas tecnologias de informação no quotidiano do homem e sobretudo, ao nível das aprendizagens / competências que possibilitam.