Category: Materiais e Recursos para E-learning

Analisar os tipos de licenças Creative Commons, bem como o impacto da utilização das mesmas nos recursos educativos

No âmbito da unidade curricular do MREL – Materiais e Recursos para eLearning – do mestrado em Pedagogia do E_learning da Universidade Aberta, esta atividade foi concebida por Manuel Lousa, em junho de 2013, com a orientação do Professor José Mota

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Reflexão sobre a experiência de aprendizagem em MReL

No âmbito da unidade curricular do MREL – Materiais e Recursos para eLearning – do mestrado em Pedagogia do E_learning da Universidade Aberta, esta atividade foi concebida por Manuel Lousa, em junho de 2013, com a orientação do Professor José Mota.
As atividades desenvolvidas ao longo do semestre foram várias:
Temática I. Recursos Educacionais Abertos (Open Educational Resources – OERs)
Tarefa 1 -Discussão do conceito de REA
Tarefa 2 – Bibliografia anotada com dois itens sobre REAs.
Tarefa 3 – Produção de um artefacto (texto, vídeo, slidecast, mash-up, etc.) sobre as potencialidades e desafios dos REAs.
Temática II – Seleção e Utilização de Recursos Educacionais Abertos
Tarefa 1 – Seleção de 3 repositórios / fontes de recursos educacionais online e respetiva fundamentação
Tarefa 2 – Seleção de 2 recursos educacionais online; critérios apresentados para a seleção e respetiva fundamentação; indicação da utilização
Temática III. Produção de Recursos Educacionais Abertos
Tarefa – Conceção e publicação de um REA
Reflexão sobre a experiência de aprendizagem em MReL

Iniciámos esta UC com uma discussão em grupo, do conceito de REA, onde clarificámos entre todos o respetivo conceito. De seguida e já individualmente foi elaborada uma bibliografia anotada sobre. Para tal foi necessário explorar previamente os recursos sobre o tema, sugeridos pelo professor, participar no respetivo fórum de apoio à atividade e finalmente selecionámos dois documentos (textos/recursos) relevantes sobre a problemática abordada a fim de produzir duas bibliografias anotadas. Relativamente à I temática realizei ainda um vídeo sobre as potencialidades e desafios dos recursos educacionais abertos, tarefa essa que me deu grande satisfação realizar e a partilhar. Na II temática, senti algumas dificuldades em encontrar recursos com licenças creative commons, e fiz alguma confusão no que concerne à elaboração de um REA, pois só ao ler o comentário do prof., percebi que se tratava de elaborar um e não de adaptar um REA já existente. Por essa razão quis aprofundar a temática na Conceção e publicação de um REA (III temática).
Esta Unidade Curricular permitiu-me compreender na sua plenitude o significado do conceito Recursos Educacionais Abertos (REA). À priori, os REA pareciam fáceis de compreender, mas à medida que os explorava, constatei que eram bastante complexos, o que foi um desafio para mim. Também o trabalho colaborativo (pontual) foi relevante, pela interação que proporcionou. Face ao exposto, considero o balanço final do trabalho realizado bastante positivo.
Não quero terminar, sem deixar de salientar, mais uma vez, o papel que o professor José Mota, teve ao longo desta Unidade Curricular. Sem a sua constante presença talvez não tivesse concluído o meu percurso. Mais, o contínuo feedback do professor, no momento certo e indo de encontro às minhas questões / dúvidas foi, de facto, extremamente positivo. O meu muito obrigado ao professor José Mota pelo seu incentivo e compreensão.

Recurso 2 – Monómios e Polinómios

1 – Endereço: Monómios e Polinómios – A comunidade R21 – conteúdos educativos para o séc. XXI

2 – Descrição do recurso:
Área Disciplinar: Matemática
Data de publicação: 29-11-2010
Dificuldade: Média
Idioma: Português
Nível de ensino: 3º CEB- 8º Ano
Nível de interatividade: Médio
Público-Alvo: Alunos
Tipo de recurso educativo: Apresentação
Formato: flipchart
Autor: Paula Antunes – paula.valada@netcabo.pt
Licenciamento: está licenciado sob uma Licença Creative Commons.
Sem Título

3 – Critérios de seleção
• A exposição do tema, bem identificada e de curta duração;
• A origem/fiabilidade do recurso;
• A facilidade na adaptação do recurso;
• O está licenciado sob uma Licença Creative Commons;
• Pesquisa rápida na comunidade R21, uma vez que se encontra dividida por ciclos, área curricular (categorias);
• Um bom equilíbrio em aspetos técnicos, visuais / gráficos;
• Útil para a consolidação de conhecimentos;
• Útil para testar conhecimentos dos alunos;
• Vantagem em podermos alterar a língua do site para Português e o recurso em si, encontra-se já em Português;

4 – Adaptações
Para mim este recurso está bem elaborado, quer:
• Ao nível da forma;
• Ao nível do conteúdo.
Ao nível gráfico – a apresentação é clara e objetiva, os elementos gráficos são coerentes e de fácil interpretação. No entanto, é possível melhorar algumas imagens que apresentam má qualidade e não são nítidas.

5 – Planificação – Atividade
Ano letivo: 8ºAno
Disciplina: Matemática
Unidade: Unidade 6 – Polinómios e equações
Monómios e Polinómios
Objetivos:
• Distinguir um monómio de um polinómio.
• Identificar o coeficiente e a parte literal de monómios.
• Determinar o grau de um monómio.
• Adicionar algebricamente monómios.
Recursos
• Quadro interativo;
• Computador;
• Flipchart;
• Acesso à Internet;
• Caderno diário;
• Material de escrita.
Metodologia:
Os alunos terão acesso através do quadro interativo (QI), ao recurso apresentado pelo professor. O professor inicia a explicação dos conceitos, seguidos de alguns exemplos (páginas nº 4,6,7 e 9). As atividades disponibilizadas (páginas nº 3,5,8, 10 e11) são realizadas de forma individual pelos alunos, no caderno diário. De seguida deverá ser chamado um aluno ao QI para corrigir os exercícios. Deverá ser feita a respetiva correção no caderno diário dos alunos.
Avaliação:
A avaliação será feita através:
• Da observação direta (Interesse, empenho e sociabilidade);
• Do diálogo com os alunos (qualidade da participação – comunicação matemática);
• Da realização das tarefas propostas;
• Assiduidade e pontualidade;

Recurso 1 – Componentes_PC

Na fase 2 do tema 2 (Repositórios e outras fontes de REAs online), foi-nos proposto pelo professor José Mota, uma atividade para pesquisarmos e selecionarmos dois recursos educacionais abertos, considerados de interesse. Foi-nos ainda pedido que indicássemos de forma breve:
• os endereços onde podem ser consultados;
• um conjunto de 5/6 critérios, explicitados e fundamentados sinteticamente, que presidiram à minha escolha;
• que adaptações faria (caso se aplique e estas sejam permitidas);
• o modo como seriam usados numa atividade de aprendizagem, procedendo à planificação da mesma.

Recursos selecionados:
Recurso 1 – Componentes_PC
1 – Endereço: Componentes_PC – Promethean Planet

2 – Descrição do recurso:
Área Curricular: Introdução às Tecnologias da Informação e Comunicação
Data de publicação: 03-12-2010
Dificuldade: Fácil
Idioma: Português
Nível de ensino: 3º CEB- 9º Ano
Nível de interatividade: Médio
Público-Alvo: Alunos
Tipo de recurso educativo: Apresentação
Formato: .flipchart
Licenciamento: Atribuição-Uso Não-Comercial

3 – Critérios de seleção
• A origem/fiabilidade do recurso;
• A facilidade na adaptação do recurso;
• Obtenção de licença Creative Commons, permitindo a sua adaptação por parte dos utilizadores em função das suas necessidades específicas;
• Pesquisa rápida no Promethean Planet, uma vez que se encontra dividido por disciplinas, por nível de ensino
• Por ser um portal de referência e fazer parte da maior rede colaborativa da educação;
• Útil para a consolidação de conhecimentos;
• Útil para testar alguns conhecimentos dos alunos;
• Vantagem em podermos alterar a língua do site para Português e o recurso em si, encontra-se já em Português;

4 – Adaptações
Ao nível gráfico – realizaria algumas melhorias tornando a apresentação mais atrativa alterando / melhorando:
• Eliminava a primeira página;
• Corrigia alguns erros de funcionamento nas páginas cinco e seis;
• O fundo de apresentação (cores e imagem)
• Na exposição dos conteúdos não efetuaria quaisquer alterações.
Exercícios Propostos – De uma maneira simples e complementando os exercícios apresentados aumentaria o número de exercícios no final de forma a consolidar os conteúdos apresentados.

5 – Planificação – Atividade
Ano letivo: 9ºAno
Disciplina: TIC
Unidade: Unidade 1 – Tecnologias da Informação e Comunicação
Conceitos Introdutórios
Objetivos:
• Periféricos e Componentes internos de um computador.
o Identificar os vários tipos de periféricos de Entrada e Saída;
o Reconhecer os vários tipos de periféricos de Entrada e Saída;
o Distinguir input de output;
o Identificar as unidades que compõem a CPU e suas relações
o Identificar os componentes internos de um computador;
o Reconhecer os componentes internos de um computador e as suas relações
Recursos
• Quadro interativo;
• Computador;
• Flipchart;
• Acesso à Internet;
• Caderno diário;
• Material de escrita.
Metodologia:
Os alunos terão acesso através do quadro interativo, ao recurso sugerido pelo professor. O professor inicia a apresentação do flipchart. As atividades disponibilizadas são realizadas de forma individual, utilizando o quadro interativo.
Avaliação:
• Grelha de observação direta;
• Participação na aula e nas atividades desenvolvidas com o recurso;
• Interesse e empenho;
• Assiduidade e pontualidade;

Três fontes /repositórios de Recursos Educacionais Abertos

Na Unidade Curricular de Materiais e Recursos de eLearning, do Mestrado de Pedagogia do ELearning, da Universidade Aberta, foi proposto pelo professor José Mota, a seleção fundamentada de três fontes /repositórios de Recursos Educacionais Abertos.
Os repositórios institucionais podem ser considerados como sistemas de informação que armazenam, preservam, gerem e disponibilizam o acesso à produção científica de uma instituição e/ou comunidades cientificas, por meio de provedores de serviços nacionais e internacionais
1 – Open CourseWare Consortium http://www.ocwconsortium.org/
O OpenCourseWare (OCW) é uma publicação digital gratuita e de código aberto de materiais educacionais de alta qualidade para faculdades e universidades. Estes materiais estão organizados em cursos e muitas vezes incluem materiais de planificações de cursos e ferramentas de avaliação assim como conteúdos temáticos. É uma publicação digital gratuita e de código aberto de materiais educacionais de alta qualidade, organizados em cursos. Está disponível para uso e adaptação sob uma licença aberta – Creative Commons. Normalmente não fornecem certificados ou acesso à faculdade.
Licença: Creative Commons Attribution 3.0 License

2 – GEM Gateway to Educational Materials http://www.thegateway.org/
Tem vindo a servir os professores continuamente desde 1996, o que o torna um dos mais antigos dos Estados Unidos repositórios publicamente acessíveis de recursos educativos na Internet. O Repositório contém uma variedade de tipos de recursos educacionais desde atividades e planos de aula para projetos online até itens de avaliação. Fornece a professores e alunos um acesso rápido e fácil a milhares de recursos educativos, incluindo atividades, planos de aula, projetos online e itens de avaliação adequados para uso em sala de aula.
Uma das vantagens ao trabalhar na educação é a capacidade de ser criativo e de pensar. Muitas coisas na educação podem também ser divertidas tais como experiências científicas, aprendizagem baseadas em jogos, simular situações e outros. A capacidade de “explodir” as normas que o GEM Gateway to Educational Materials possibilita vê-se no facto de estabelecer um elo entre os padrões académicos e os exemplos do mundo real contidos dentro de um padrão.

3 – SciELO Portugal http://www.scielo.oces.mctes.pt/
Scielo é uma biblioteca virtual que inclui uma coleção selecionada de periódicos científicos portugueses, permitindo o acesso aos textos integrais dos artigos. O acesso aos títulos dos periódicos e aos artigos pode ser feito através de índices e de formulários de busca. A interface SciELO proporciona acesso à sua coleção de periódicos através de uma lista alfabética de títulos, ou por uma lista de assuntos, ou ainda através de um módulo de pesquisa de títulos dos periódicos, por assunto, pelos nomes das instituições que publicam e pelo local de publicação. A interface também propícia acesso aos textos completos dos artigos através de um índice de autor e um índice de assuntos, ou através de um formulário de pesquisa de artigos, que pesquisa os elementos que o compõem, tais como autor, palavras do título, assunto, palavras do texto e ano de publicação.
A ScieLO possui uma licença CC-BY-NC que permite aos utilizadores aceder, distribuir, exibir e executar a obra, bem como criar obras derivadas, desde que confira o devido crédito autoral, da maneira especificada pelo periódico.

Bibliografia Anotada – Tarefa 2

Doc 1

Dramatically Bringing Down the Cost of Education with OER

How Open Education Resources Unlock the Door to Free Learning

Descrição:

Os autores deste documento começam por afirmar que estamos a viver uma revolução na educação. A chave desta revolução na aprendizagem reside no uso dos recursos educativos abertos. Estes consistem em recursos materiais – manuais, artigos, vídeos, materiais de avaliação, simulação – que estão ou licenciados sob uma licença aberta dos direitos de autor, como é o caso dos “creative commons”, ou são de domínio público. Em ambos os casos, os recursos são grátis e permitem ao utilizador realizar quatro ações: rever, reutilizar, remix e redistribuir. Assim, o utilizador pode adaptar e melhorar o OER, usar a versão original ou uma nova versão em diversos contextos, misturar ou mashup com outros OER, afim de produzir novos materiais e ainda pode copiar e partilhar o OER original ou a nova versão, com outros profissionais da educação.

Não há dúvida que Educar é acima de tudo partilhar e a partilha é o alicerce dos OER, uma vez que a abordagem dos OER é projetada com o intuito de possibilitar a partilha eficiente e acessível de recursos educativos. A internet é o meio de comunicação mais utilizado nos diferentes ambientes de aprendizagem, dado que possibilita a partilha e a reutilização dos OER num abrir e fechar de olhos.

Para além das vantagens anteriormente mencionadas, os OER são a solução ideal para os estudantes, uma vez que permitem o acesso a recursos/materiais mais baratos do que aquele que é proporcionado pelos manuais que estão constantemente a aumentar de preço.

Mais, os OER dão-nos uma oportunidade, nunca antes sonhada, de usar a tecnologia para manter a qualidade do material didático cortando significativamente nos custos educacionais. Isto é, a educação passa a estar ao alcance de todos, graças à Internet, e a custo zero. No entanto, tudo isto só é possível se houver partilha dos recursos educativos que produzimos e se usarmos sabiamente, os “limited public resources”.

Por último é referido no documento a importância de sensibilizar os líderes políticos para a relevância da acessibilidade e flexibilidade do mundo digital, assim como para a importância do investimento público em recursos educativos, dados, pesquisa e ciência que devem ser publicados em licença aberta e partilhados pelo público em geral, de forma a obter o retorno total do investimento. Em suma, neste artigo evidenciam-se as vantagens do uso dos OER no domínio da educação, o que tem causado uma revolução no processo educativo.

 Avaliação:

Na minha opinião, este artigo destina-se a um público diversificado, a saber os profissionais da educação, os estudantes e os responsáveis políticos. Primeiro, destina-se aos professores/educadores/estudantes ao apresentar as vantagens do uso dos OER de forma clara e concisa. Depois, dirige-se aos políticos, pois o investimento nos OER é encarado como um investimento na educação com retorno a 100 %

Wiley, D., Green, C. & Soares, L. (2012, February 07). Dramatically bringing down the cost of education with oer. Center for American Progress, Disponível em: http://www.americanprogress.org/issues/labor/news/2012/02/07/11167/dramatically-bringing-down-the-cost-of-education-with-oer/

Doc 2

Awareness, attitudes and participation of teaching staff towards the open content movement in one university

 Descrição:

Este documento é uma reflexão a partir de um estudo científico sobre a consciencialização e o envolvimento para com o “movimento de conteúdos abertos numa instituição de Ensino Superior no Reino Unido, face à literatura disponível e termina com recomendações ou áreas de enfoque significativo para a universidade ou outras instituições de ensino superior comprometidas ou com intenção de se comprometer com o movimento de conteúdos abertos.

Partilhar recursos educativos não é um fenómeno novo. Na verdade, os profissionais do ensino têm vindo a partilhar apresentações em powerpoint e acetatos há muitos anos – materiais que são hoje em dia, considerados cursos abertos (OCW), recursos educativos abertos (OER) ou mesmo objetos de aprendizagem reutilizáveis (RLOs). Em comum têm o facto de serem partilhados abertamente entre estudantes e professores, com autorização para remisturar materiais em outros contextos. O autor começa por apresentar várias definições do conceito de “aberto” referindo-se aos recursos educativos abertos como tendo quatro aspetos principais: acesso aberto, licenciamento aberto, formato aberto e software aberto. O autor faz ainda uma referência às licenças “criative commons” como sendo também OER e ao seu uso em sites, a saber o youtube, o vimeo, flickr e a wikipedia.

Seguidamente, aborda a questão das barreiras/obstáculos ao “movimento de conteúdos abertos”. Na sua perspetiva existem vários tipos de barreiras institucionais, pessoais, técnicas e disciplinares. De acordo com o relatório de 2010 “Horizon” algumas das barreiras mais comuns, ao partilhar, reutilizar trabalhos académicos, são as preocupações com a propriedade intelectual, o copyright e a colaboração entre alunos. Outras das barreiras apontadas são o facto dos participantes não partilharem ou trocarem materiais porque não sabem, nem quem precisa deles, nem o meio através do qual a partilha deve ocorrer.

De seguida, o autor reflete sobre a questão da sustentabilidade do “movimento de conteúdos abertos”. É questionado se os OER são sustentáveis, uma vez que os utilizadores não pagam pela sua produção e distribuição.

Posteriormente, é apresentado um estudo levado a cabo na Edge Hill University, Lancashire, no Reino Unido, sobre a consciência relativamente a vários aspectos do “movimento de conteúdos abertos”, assim como práticas actuais e futuras relativamente à partilha e reutilização de conteúdos. Os dados obtidos através deste estudo permitiram concluir que o corpo docente já reutiliza o conteúdo existente e está disposto a partilhar o conteúdo no futuro, apesar da inexistência de políticas formais que estimulem esta prática. Alguns autores acrescentam que o desejo, por parte dos académicos, em partilhar conhecimento é bastante fraco. No entanto, os dados obtidos neste estudo, sugerem que o corpo docente está otimista face à partilha de objetivos comuns. Apesar do corpo docente estar disposto a partilhar e disposto a partilhar de forma aberta, eles não o fazem formalmente e em massa, isto é, através de repositórios específicos de OER e licenças abertas. Enquanto a partilha é levada a cabo apenas informalmente, não há oportunidade para docentes e/ou alunos motivados pesquisarem e se comprometerem com tais materiais numa base mais formal. De certa forma incentivar uma partilha filosófica mais formal entre o corpo docente que já partilha informalmente, é a chave/solução para atingir a participação em massa. Algo que muitos autores reforçam é o requisito custo – eficácia e sustentabilidade.

Por último, o autor apresenta as conclusões do estudo levado a cabo e as recomendações perante os resultados obtidos. Assim, conclui-se que a participação reduzida ou local é melhor do que a ausência de participação; é necessário apoiar a criação de novos OER e reforçar os já existentes. Nesse sentido, recomenda-se que: o “movimento de conteúdos abertos” seja reconhecido dentro da estratégia institucional e se torne uma prioridade para a faculdade e os departamentos não académicos; é necessário proceder à clarificação institucional relativamente à posse/propriedade do trabalho/conteúdo produzido pelo corpo docente contratado pelas instituições de ensino superior; deve criar-se um depósito central que permita armazenar, procurar e recuperar o conteúdo; reforçar atividades de sensibilização no que concerne as licenças abertas, nomeadamente as CC e a sua aplicação aos OER; desenvolver de atividades para docentes sobre a procura de conteúdo e recuperação do mesmo.

Ao finalizar o artigo, o autor menciona ainda algo de relevante relativamente aos OER e que consiste num desafio: é necessário creditar a aprendizagem informal para que o “movimento de conteúdos abertos” seja uma verdadeira iniciativa de sucesso.

Reed, P. (2012). Awareness, attitudes and participation of teaching staff towards the open content movement in one university. Research In Learning Technology, Disponível em http://www.researchinlearningtechnology.net/index.php/rlt/article/view/18520