Bibliografia Anotada – Tarefa 2

Doc 1

Dramatically Bringing Down the Cost of Education with OER

How Open Education Resources Unlock the Door to Free Learning

Descrição:

Os autores deste documento começam por afirmar que estamos a viver uma revolução na educação. A chave desta revolução na aprendizagem reside no uso dos recursos educativos abertos. Estes consistem em recursos materiais – manuais, artigos, vídeos, materiais de avaliação, simulação – que estão ou licenciados sob uma licença aberta dos direitos de autor, como é o caso dos “creative commons”, ou são de domínio público. Em ambos os casos, os recursos são grátis e permitem ao utilizador realizar quatro ações: rever, reutilizar, remix e redistribuir. Assim, o utilizador pode adaptar e melhorar o OER, usar a versão original ou uma nova versão em diversos contextos, misturar ou mashup com outros OER, afim de produzir novos materiais e ainda pode copiar e partilhar o OER original ou a nova versão, com outros profissionais da educação.

Não há dúvida que Educar é acima de tudo partilhar e a partilha é o alicerce dos OER, uma vez que a abordagem dos OER é projetada com o intuito de possibilitar a partilha eficiente e acessível de recursos educativos. A internet é o meio de comunicação mais utilizado nos diferentes ambientes de aprendizagem, dado que possibilita a partilha e a reutilização dos OER num abrir e fechar de olhos.

Para além das vantagens anteriormente mencionadas, os OER são a solução ideal para os estudantes, uma vez que permitem o acesso a recursos/materiais mais baratos do que aquele que é proporcionado pelos manuais que estão constantemente a aumentar de preço.

Mais, os OER dão-nos uma oportunidade, nunca antes sonhada, de usar a tecnologia para manter a qualidade do material didático cortando significativamente nos custos educacionais. Isto é, a educação passa a estar ao alcance de todos, graças à Internet, e a custo zero. No entanto, tudo isto só é possível se houver partilha dos recursos educativos que produzimos e se usarmos sabiamente, os “limited public resources”.

Por último é referido no documento a importância de sensibilizar os líderes políticos para a relevância da acessibilidade e flexibilidade do mundo digital, assim como para a importância do investimento público em recursos educativos, dados, pesquisa e ciência que devem ser publicados em licença aberta e partilhados pelo público em geral, de forma a obter o retorno total do investimento. Em suma, neste artigo evidenciam-se as vantagens do uso dos OER no domínio da educação, o que tem causado uma revolução no processo educativo.

 Avaliação:

Na minha opinião, este artigo destina-se a um público diversificado, a saber os profissionais da educação, os estudantes e os responsáveis políticos. Primeiro, destina-se aos professores/educadores/estudantes ao apresentar as vantagens do uso dos OER de forma clara e concisa. Depois, dirige-se aos políticos, pois o investimento nos OER é encarado como um investimento na educação com retorno a 100 %

Wiley, D., Green, C. & Soares, L. (2012, February 07). Dramatically bringing down the cost of education with oer. Center for American Progress, Disponível em: http://www.americanprogress.org/issues/labor/news/2012/02/07/11167/dramatically-bringing-down-the-cost-of-education-with-oer/

Doc 2

Awareness, attitudes and participation of teaching staff towards the open content movement in one university

 Descrição:

Este documento é uma reflexão a partir de um estudo científico sobre a consciencialização e o envolvimento para com o “movimento de conteúdos abertos numa instituição de Ensino Superior no Reino Unido, face à literatura disponível e termina com recomendações ou áreas de enfoque significativo para a universidade ou outras instituições de ensino superior comprometidas ou com intenção de se comprometer com o movimento de conteúdos abertos.

Partilhar recursos educativos não é um fenómeno novo. Na verdade, os profissionais do ensino têm vindo a partilhar apresentações em powerpoint e acetatos há muitos anos – materiais que são hoje em dia, considerados cursos abertos (OCW), recursos educativos abertos (OER) ou mesmo objetos de aprendizagem reutilizáveis (RLOs). Em comum têm o facto de serem partilhados abertamente entre estudantes e professores, com autorização para remisturar materiais em outros contextos. O autor começa por apresentar várias definições do conceito de “aberto” referindo-se aos recursos educativos abertos como tendo quatro aspetos principais: acesso aberto, licenciamento aberto, formato aberto e software aberto. O autor faz ainda uma referência às licenças “criative commons” como sendo também OER e ao seu uso em sites, a saber o youtube, o vimeo, flickr e a wikipedia.

Seguidamente, aborda a questão das barreiras/obstáculos ao “movimento de conteúdos abertos”. Na sua perspetiva existem vários tipos de barreiras institucionais, pessoais, técnicas e disciplinares. De acordo com o relatório de 2010 “Horizon” algumas das barreiras mais comuns, ao partilhar, reutilizar trabalhos académicos, são as preocupações com a propriedade intelectual, o copyright e a colaboração entre alunos. Outras das barreiras apontadas são o facto dos participantes não partilharem ou trocarem materiais porque não sabem, nem quem precisa deles, nem o meio através do qual a partilha deve ocorrer.

De seguida, o autor reflete sobre a questão da sustentabilidade do “movimento de conteúdos abertos”. É questionado se os OER são sustentáveis, uma vez que os utilizadores não pagam pela sua produção e distribuição.

Posteriormente, é apresentado um estudo levado a cabo na Edge Hill University, Lancashire, no Reino Unido, sobre a consciência relativamente a vários aspectos do “movimento de conteúdos abertos”, assim como práticas actuais e futuras relativamente à partilha e reutilização de conteúdos. Os dados obtidos através deste estudo permitiram concluir que o corpo docente já reutiliza o conteúdo existente e está disposto a partilhar o conteúdo no futuro, apesar da inexistência de políticas formais que estimulem esta prática. Alguns autores acrescentam que o desejo, por parte dos académicos, em partilhar conhecimento é bastante fraco. No entanto, os dados obtidos neste estudo, sugerem que o corpo docente está otimista face à partilha de objetivos comuns. Apesar do corpo docente estar disposto a partilhar e disposto a partilhar de forma aberta, eles não o fazem formalmente e em massa, isto é, através de repositórios específicos de OER e licenças abertas. Enquanto a partilha é levada a cabo apenas informalmente, não há oportunidade para docentes e/ou alunos motivados pesquisarem e se comprometerem com tais materiais numa base mais formal. De certa forma incentivar uma partilha filosófica mais formal entre o corpo docente que já partilha informalmente, é a chave/solução para atingir a participação em massa. Algo que muitos autores reforçam é o requisito custo – eficácia e sustentabilidade.

Por último, o autor apresenta as conclusões do estudo levado a cabo e as recomendações perante os resultados obtidos. Assim, conclui-se que a participação reduzida ou local é melhor do que a ausência de participação; é necessário apoiar a criação de novos OER e reforçar os já existentes. Nesse sentido, recomenda-se que: o “movimento de conteúdos abertos” seja reconhecido dentro da estratégia institucional e se torne uma prioridade para a faculdade e os departamentos não académicos; é necessário proceder à clarificação institucional relativamente à posse/propriedade do trabalho/conteúdo produzido pelo corpo docente contratado pelas instituições de ensino superior; deve criar-se um depósito central que permita armazenar, procurar e recuperar o conteúdo; reforçar atividades de sensibilização no que concerne as licenças abertas, nomeadamente as CC e a sua aplicação aos OER; desenvolver de atividades para docentes sobre a procura de conteúdo e recuperação do mesmo.

Ao finalizar o artigo, o autor menciona ainda algo de relevante relativamente aos OER e que consiste num desafio: é necessário creditar a aprendizagem informal para que o “movimento de conteúdos abertos” seja uma verdadeira iniciativa de sucesso.

Reed, P. (2012). Awareness, attitudes and participation of teaching staff towards the open content movement in one university. Research In Learning Technology, Disponível em http://www.researchinlearningtechnology.net/index.php/rlt/article/view/18520

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