Autenticidade e Transparência na Rede.

O Papel surgiu como um dos principais suportes à informação e hoje em dia, continua a sê-lo, pois contribui para a difusão do conhecimento através do registo de informações.
Com a globalização e os grandes avanços tecnológicos que têm ocorrido nas ultimas décadas, estamos perante uma explosão de informação armazenada em meio digital. Ao contrário do papel, a informação digital tem como uma das suas características a dissociação do suporte e do conteúdo, pois a informação pode ser transferida de um suporte digital para outro, possibilitando uma maior difusão da mesma mas possibilitando também perda ou alteração do conteúdo original ou seja, nem sempre aquilo que encontramos na rede é autêntico. Daí a importância da preservação digital, uma vez que esta procura conservar a informação armazenada em meio digital, com procedimentos específicos e técnicas apropriadas para cada tipo de informação, garantindo não só a acessibilidade à informação no futuro mas também a autenticidade da mesma. Assim, e de forma a garantir a qualidade da informação e a idoneidade da utilização da mesma, um dos requisitos essenciais para garantir a autenticidade da informação é a utilização de metadados, especialmente metadados de preservação digital ao longo do tempo, registando todas as estratégias aplicadas e as mudanças ocorridas. Na minha opinião, a questão da autenticidade está intimamente ligada com a questão da identidade, uma vez que quando utilizamos o ciberespaço temos tendência a ocultar a nossa verdadeira identidade, forjando uma “identidade” isto é, criamos uma identidade virtual de acordo com o contexto em que nos encontramos. Logo, no mundo virtual, a pessoa não se define pelo que é, mas pelo que quer ser. Pertencer a uma determinada comunidade virtual é compartilhar um mesmo território, os mesmos sentimentos e impressões. É exibir-se da forma que se achar mais conveniente, carregando consigo a segurança de ter ao lado várias pessoas que pensam da mesma forma e que assim reforçam o ideal de grupo. No ambiente do ciberespaço, é dada ao individuo a liberdade de se afirmar da forma que quiser, de se representar da maneira que deseja e encontrar nas malhas da rede virtual a solidariedade de grupos que o acolhem no seu grupo. Nesse sentido, posso afirmar que o ciberespaço é um mundo com potencialidade infinitas que permite a construção de uma identidade que, de acordo com as nossas preferências, poderá ou não corresponder ao que na realidade somos. Em jeito de conclusão, deixaria duas questões no ar:
Será que a construção da identidade tem sido influenciada pelas relações virtuais?
Até que ponto a Identidade virtual traduz totalmente a Identidade real?

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