Bibliografia Anotada 2

ConnectLearning – an answer for the new challenges?
Artigo: ConnectLearning – an answer for the new challenges?

Autores:

Anne Steinert Fachhochschule für Oekonomie und Management FOM, Germany
Ulf-Daniel Ehlers University Duisburg-Essen, Germany
http://www.elearningeuropa.info/en/article/ConnectLearning-%E2%80%93-an-answer-for-the-new-challenges%3F
Acedido: 18 de novembro de 2012
Referência Bibliográfica:
Ulf-Daniel Ehlers, & Anne Steinert, (2010). ConnectLearning – an answer for the new challenges?, nº 18, ISSN 1887-1542, disponível em: http://www.elearningeuropa.info/en/article/ConnectLearning-%E2%80%93-an-answer-for-the-new-challenges%3F. Acedido em 18 de novembro de 2012

Descrição
Não há dúvida que os ambientes de aprendizagem estão a mudar devido às tecnologias. No entanto é de questionar se existe uma nova forma de aprendizagem a emergir. Este artigo tenta analisar até que ponto as mudanças sociais têm estimulado o surgimento de uma nova forma de aprender ou se as teorias existentes ainda se aplicam / enquadram nas realidades dos ambientes de aprendizagem atuais.
No artigo é referido que não há “New Millennium learners”, já que os jovens não aprendem de um modo diferente; eles limitam-se a incluir ferramentas e métodos modernos na sua vida quotidiana para terem acesso à informação para conviver e por sua vez para aprender. A mudança não está nos jovens, mas talvez na educação / nos ambientes de aprendizagem.
De seguida é abordada a metodologia do e-learning como sendo a resposta aos desafios e exigências da nova aprendizagem, já que as potencialidades da Web 2.0 potenciam a comunicação, a colaboração e a interação entre pares.
A seguir, os autores dão uma ênfase especial à natureza dos ambientes de aprendizagem, nomeadamente em rede “ConnectLearning”, e que se baseia nas abordagens Conectivista e Construtivista. Segundo o Conectivismo a aprendizagem ocorre quando um aluno se liga a uma comunidade e partilha informações relevantes em grupo. Nesse sentido, as conexões podem ser vistas como a chave para a aprendizagem em rede, uma vez que é através das conexões que o conhecimento é construído e que o processo de aprendizagem ocorre. Assim, a abordagem conectivista ajuda a aprender a fundo os desenvolvimentos que exigem a inovação educacional através da aplicação de situações de aprendizagem mais ativas e construtivas e que requerem interação social. O conectivismo contribui para uma aprendizagem social e comunicativa dando relevância à aprendizagem em rede. Também é apresentada a abordagem construtivista, a qual resulta basicamente de quatro abordagens – de JeanPiaget, Lew S. Vigotsky, John Dewey e JeromeS. Bruner – que realçam a aprendizagem como sendo um processo construtivo. Logo aprender é um processo ativo, construtivo, emocional, auto-guiado, social e situacional.
Em conclusão, neste artigo os autores referem que é nas mudanças conceptuais e tecnológicas que é especialmente importante consolidar conceitos e validar a sua natureza inovadora. Salientaram ainda que a pretensão ou antes a relevância, de novos conceitos educacionais pode ser satisfeita através do conceito consolidado da aprendizagem em rede.

Avaliação
Apesar de ser um artigo ligeiramente longo, optei por escolhê-lo atendendo ao facto de abordar aspetos relevantes para a temática que estamos a tratar nesta unidade letiva. O título despertou-me logo alguma curiosidade, a começar pela palavra ConnectLearning.
Em jeito de conclusão gostaria de deixar a seguinte questão, Será que esta nova forma de aprendizagem – ConnectLearning – é a resposta aos novos desafios da sociedade atual?

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2 comments

  1. Mpeliano em co-aprendizagem

    O Artigo de Ulf-Daniel Ehlers, & Anne Steinert, (2010), escolhido nesta bibliografia anotada, é de particular interesse para o estudo dos processos pedagógicos em eLearning, na medida em que foca dois pontos de particular importância.
    Foca o aspeto de que o assunto não é novo, o que difere do antecedente é que está perante uma visibilidade que nunca sentiu até agora. O outro ponto refere-se ao fato de a aprendizagem em eLearning deixar de ser meramente distributiva para passar a ser uma aprendizagem centrada na autoaprendizagem do aluno.

  2. Cristina Neto

    Muito interessante este artigo. Respondo à tua questão dizendo que, na minha modesta opinião, este Connectlearning é certamente uma das respostas para a educação na sociedade atual, apesar de difícil generalização e das muitas resistências que encontrará ainda nos próximos tempos, por parte do cidadão comum, nomeadamente dos pais e encarregados de educação que ainda acham que a escola deve ainda ser um local de transmissão passiva de conhecimentos. E também por parte de uma geração mais antiga de professores, ainda muito avessos às “novidades” das TIC e à mudança. Mas…. já estivemos mais longe. 🙂

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